Senado Federal decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal

Senado decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal O Senado Federal vai votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segu...

Senado Federal decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal
Senado Federal decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal (Foto: Reprodução)

Senado decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal O Senado Federal vai votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública sem apreciar os destaques, do PL e do PT, que tratam da redução da maioridade penal. A decisão foi tomada pelo plenário da Casa. A proposta do PL é para a maioridade penal diminua para 16 anos em casos de crimes de menor gravidade, e para 14 anos nos hediondos; A proposta do PT reduz a maioridade para 16 anos apenas para crimes hediondos, mantendo para os demais. Na prática, o Senado Federal aprovou dois requerimentos que encaminha as duas emendas apresentadas para tramitar de forma separada da PEC da Segurança Pública no Senado. Em uma vitória apertada para o governo, 38 senadores votaram para discutir a redução da maioridade penal em outro momento. Outros 36 senadores queriam incluir o tema na PEC da Segurança. A mudança foi proposta pelo relator da PEC no Senado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Houve somente uma abstenção, do líder do PL, senador Carlos Portinho (RJ). No entanto, ele pediu que seu voto fosse retificado o voto e pediu que a ata constasse que ele queria votar a maioridade na PEC. O Senado vai votar a PEC da Segurança Pública em dois turnos. Caso seja aprovada, o texto deve ir à promulgação pelo próprio Congresso Nacional. Apesar de trabalhar para rejeitar o destaque do PL, o governo indicou que é a favor de discutir a redução da maioridade para 16 anos em caso de crimes hediondos, diferentemente do previsto na proposta do PL. A base governista, no entanto, quer que essa discussão seja feita em uma PEC própria que já está em análise na Câmara dos Deputados. Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal, afirmou que fez o compromisso com os líderes de votar a PEC que tramita na Câmara assim que ela for aprovada pelos deputados federais. A estratégia é aprovar o texto ainda neste ano e evitar a análise com uma maioria de senadores do PL a partir de 2027. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC no Congresso. O que diz o texto A PEC inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que busca integrar e coordenar o trabalho das diferentes forças de segurança do país, como as polícias federais e estaduais, para fortalecer o combate ao crime organizado. Pelo texto, a União, os estados e o Distrito Federal poderão criar leis sobre segurança pública. Entre os temas estão a atuação conjunta de forças de segurança de diferentes governos, a organização das polícias e guardas municipais e as medidas aplicadas a adolescentes que cometem atos infracionais. A PEC também prevê medidas para reforçar o combate aos crimes violentos e à atuação de facções criminosas. Senado vota hoje PEC da Segurança Pública Entre as medidas previstas está a obrigatoriedade de cumprimento da pena em presídios de segurança máxima ou em unidades prisionais especiais. O texto também proíbe ou restringe benefícios como a progressão de regime, que permite ao preso passar para um regime menos rigoroso, a liberdade provisória, com ou sem pagamento de fiança, e a saída temporária da prisão. A PEC ainda permite que o poder público confisque bens, direitos e valores ligados às atividades criminosas. As medidas se aplicam a organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas. Plenário do Senado Federal durante sessão em novembro de 2026 Waldemir Barreto/Agência Senado