Provas antigas e rotina intensa: veja estratégias de estudantes aprovadas na 1ª tentativa na Fuvest e na Unesp
Da resolução de provas antigas à aprovação na 1ª tentativa: estudantes revelam estratégias Resolver provas antigas, criar uma rotina de estudos e insisti...
Da resolução de provas antigas à aprovação na 1ª tentativa: estudantes revelam estratégias Resolver provas antigas, criar uma rotina de estudos e insistir mesmo diante das dificuldades. Essas foram algumas das estratégias que ajudaram duas estudantes de São Carlos (SP), a Maria Júlia dos Santos Estevão, de 18 anos, e a Ana Júlia Storti Rosendo, de 23, a conquistar uma vaga em universidades públicas logo na primeira tentativa. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Corrigir provas antigas é uma estratégia recomendada pelo professor de biologia e diretor do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, Lucas Zillig. "A Unesp traz textos densos. Vai precisar ter uma leitura crítica. É importante que treine a leitura e interpretação de grandes textos." (Veja abaixo mais dicas). "Para quem vai prestar a primeira vez, é importante que nesse último mês entre em contato com questões antigas para entender o perfil de textos que ela [prova] cobra", alertou. 📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou, uma iniciativa do g1 São Carlos e Araraquara para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes. Maria Júlia dos Santos Estevão, de 18 anos, e a Ana Júlia Storti Rosendo, de 23, passaram no vestibular na primeira tentativa Arquivo Pessoal Primeira tentativa Cursando o primeiro ano de Química na USP de São Carlos, a estudante Maria Júlia dos Santos Estevão, de 18 anos, contou que seguiu o conselho acima de estudar provas antigas. Além da USP, ela também foi aprovada em outras duas universidades públicas: a Unesp e a Unicamp, durante a primeira tentativa. Maria Júlia disse que se dedicou integralmente aos estudos em 2025, quando cursou o 3° ano do Ensino Médio na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha, em São Carlos (SP). Segundo ela, o interesse pelo curso de química surgiu trabalhando em um salão de beleza. Ela relembrou que realizou um curso de Iniciação Científica na USP de São Carlos durante o 2° ano do Ensino Médio, ocasião em que teve o primeiro contato com professores e ambiente universitário, o que, para ela, foi fundamental para solidificar a escolha por cursar uma faculdade. "Os professores sempre falavam da importância de ter uma graduação para crescer profissionalmente", justificou. No último ano do Ensino Médio, Maria Júlia saiu do emprego e ingressou na ONG Fênix, que oferece cursinhos pré-vestibulares e preparatórios para concursos voltados a jovens e adultos de baixa renda. Segundo ela, no cursinho popular conseguiu aprofundar os estudos, especialmente em exatas, além de fazer muitas questões que caíram em provas anteriores dos vestibulares. Maria Júlia conseguiu aprovação na USP, Unesp e Unicamp na primeira tentativa Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM: Pela 6ª vez, estudante vai tentar realizar sonho de fazer medicina na USP: 'Serei a primeira da família' "Eu sabia que estava fazendo a minha parte. Isso me aliviava a ansiedade. Eu sempre acreditei, mas sonhar e ser aprovado no vestibular é muito diferente. Mesmo sonhando e acreditando no meu potencial, quando eu passei eu não acreditei. É um alívio. Passar é muito bom”, afirmou Maria Júlia. Ainda de acordo com ela, a persistência é o que faz o estudante ter bons resultados no vestibular. "A fase do vestibular é também uma fase de dúvidas porque você nunca sabe se o seu estudo vai ser o suficiente para você conseguir passar na universidade." Interesse por outra área Após concluir o curso de Letras na UFSCar, Ana Júlia foi aprovada em jornalismo na primeira tentativa Arquivo Pessoal A professora Ana Júlia Storti Rosendo, de 23 anos, também passou na Unesp na primeira tentativa e está cursando jornalismo em Bauru (SP). Segundo ela, a rotina de estudos foi difícil. Em 2025, Ana Júlia cursava o último ano de Letras na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Carlos, enquanto se preparava para o vestibular da Unesp. A professora disse que o interesse pela nova formação surgiu durante um estágio na área de jornalismo. "Quando faltava uns 8 meses para o vestibular, eu comecei a estudar. Eu tinha dificuldade em exatas, [então] peguei questões e saí resolvendo. Foi assim que eu fui lembrando das fórmulas, dos conteúdos", afirmou. Ana Júlia contou com a ajuda de uma prima que forneceu uma apostila pré-vestibular. "Era uma apostila gigantesca. Eu estudava em todo horário que tinha disponível. Depois do trabalho, na hora do almoço, fins de semana." Mais notícias sobre vestibular: CURTIR E ESTUDAR: Da ditadura à mitologia: veja 10 filmes e séries para te ajudar no vestibular da Unesp 2027 SAÚDE: Vai prestar vestibular? veja como a alimentação e outros hábitos podem te ajudar nos estudos REVISÃO: saiba quais foram os temas que mais caíram no vestibular da Unesp nos últimos 3 anos Paralelamente, a estudante também desenvolvia o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Letras. Nesse projeto, Ana Júlia explorou temas ligados ao jornalismo, como o combate à desinformação. No entanto, Ana Júlia afirmou que todo o esforço aplicado teve um preço. "Tive ansiedade, problemas de depressão e pânico. Enfrentei tudo isso ao mesmo tempo." A professora confessou que, ao começar a preparação para a Unesp, não tinha expectativa de ser aprovada na primeira tentativa, mas que o esforço valeu a pena. Estrutura da prova da Unesp Estudante se preparava para vestibular Ricardo Custódio/EPTV O professor de biologia e diretor do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, Lucas Zillig, explicou que é importante o aluno entender um pouco da estrutura da prova da Unesp, que é diferente de outros vestibulares paulistas, como a Unicamp e a USP. "A Unesp tem uma compactação na parte de disciplinas de exatas, em que ela inclui física, química, biologia e matemática dentro de 30 questões. As provas de ciências humanas também apresentam 30 questões, ou seja, a Unesp é uma prova que vai trazer veemente os assuntos de ciências humanas como filosofia, história, geografia e sociologia", destacou. O professor relembrou que a prova da Unesp tem 5 horas de duração e 90 questões alternativas de A até E. "Considerando que a Unesp traz textos densos e que você vai precisar ter uma leitura crítica, é importante que você treine, ao longo da sua preparação, a leitura e interpretação de grandes textos." Ele disse que a Unesp conta com questões interdisciplinares. "Isso é importante, é uma tendência, na verdade, que os vestibulares estão seguindo porque a interdisciplinaridade [...] exige na preparação desse candidato, que esse candidato consiga relacionar ideias, consiga pensar fora da caixa." A Unesp não adota lista de livros para o vestibular, o que não significa que não cairá literatura na prova. "Os movimentos literários, autores e escritores consagrados na literatura brasileira podem aparecer relacionados a algum tema ou a algum movimento literário." "Para se preparar no ponto de vista da literatura, é importante que você entre em contato com provas antigas. Essas provas vão mostrar para você quais autores e escritores consagrados a prova gosta de cobrar. Geralmente, Machado de Assis, Clarice Lispector, mas nós podemos estender a possibilidade de cair nessa prova qualquer autor e escritor que tenha uma posição de relevância dentro da história brasileira", acrescentou. 🗓️ Calendário da Unesp 2027: 22 de novembro de 2026: realização da primeira fase; 13 e 14 de dezembro de 2026: realização da segunda fase; 27 de janeiro de 2027: divulgação da primeira chamada. 🗓️ Calendário da Fuvest 2027: 6 e 7 de dezembro de 2026: realização da segunda fase; 26 de janeiro de 2027: divulgação da primeira chamada. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara





