Operação mira bets ilegais que movimentaram mais de R$ 700 milhões só em 2026, mesmo após proibição das apostas online
Polícia Civil do DF mira empresas de bets ilegais atuando mesmo depois da proibição Uma operação comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal mirou em...
Polícia Civil do DF mira empresas de bets ilegais atuando mesmo depois da proibição Uma operação comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal mirou empresas de bets ilegais. A suspeita é que o esquema tenha movimentado mais de R$ 700 milhões só em 2026. Duzentos policiais cumpriram 52 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cinco estados. Policiais apreenderam celulares, computadores, documentos, R$ 280 mil em criptomoedas e um carro de luxo. O inquérito investiga crimes como exploração de apostas ilegais, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A investigação começou a partir de um alerta do Ministério da Fazenda sobre a atuação irregular no mercado de apostas online. Segundo a polícia, clientes faziam apostas em sites hospedados no exterior. O dinheiro ia para cerca de 30 empresas de fachada, com endereços no Distrito Federal. Nos locais, havia padaria, clínica, casa de tarô. Ainda segundo a polícia, o destino real dos valores era a fintech A55 Sociedade de Crédito, em São Paulo. Operação mira bets ilegais que movimentaram mais de R$ 700 milhões só em 2026, mesmo após proibição das apostas online Jornal Nacional/ Reprodução Desde setembro, as apostas online estão proibidas no país por determinação do governo federal. Em São Paulo, as buscas foram em bairros nobres, em casas de suspeitos e em empresas, como a A55. De acordo com os investigadores, a fintech não comunicou a órgãos de fiscalização e controle a movimentação de valores suspeitos, como exige a lei. Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de contas e de bens, a suspensão de mais de 100 CNPJs e a quebra de sigilos bancário e fiscal de pessoas e de empresas. A polícia, agora, vai analisar se há mais pessoas envolvidas e o papel de cada um no esquema. “Esse é um estágio inicial. O nosso objetivo hoje foi bloquear valores em conta corrente e estancar, parar, tentar parar com essa atividade”, diz o delegado Paulo Pereira. A fintech A55 Sociedade de Crédito Direto declarou que a eventual prestação de serviços a algum investigado deve ser examinada com base em registros concretos; que reafirma seu compromisso com a legalidade; e que está à disposição para colaborar com o esclarecimento dos fatos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Bets deixam de funcionar no Brasil: o que acontece com o dinheiro, as contas, os aplicativos e as apostas em andamento?





