Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará No oeste do Pará, os incêndios florestais...

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará
Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará (Foto: Reprodução)

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará No oeste do Pará, os incêndios florestais ganharam uma dimensão ainda mais dramática. O fogo já não destrói apenas a vegetação: está levando embora a casa, o trabalho e a história de quem vive da terra. Em poucos minutos, o fogo engoliu uma casa em Monte Alegre. Quem morava ali saiu apenas com a roupa do corpo: “Eu não consegui, não consegui. Infelizmente, não tem como mais”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Depois de meses sem chuva, a vegetação virou combustível. Quando as chamas chegam, se espalham depressa. Em Santarém, ribeirinhos se juntaram aos bombeiros para tentar conter o incêndio. Mesmo com toda essa mobilização, o fogo avançou e atingiu pelo menos três casas de uma comunidade. Uma delas, por exemplo, foi toda consumida pelas chamas, a estrutura foi abaixo. A família não conseguiu salvar nada. “Quando chegamos aqui, que era para nós coisar... Não teve mais jeito não. Perdemos tudo”, lamenta o pescador Altino Vinhote. Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará Jornal Nacional/ Reprodução Agora, os moradores fazem vigília. Tentam impedir que as chamas voltem e levem o que restou. Nos primeiros quatro dias de novembro, o Pará registrou mais de 2 mil focos de incêndio. Em Terra Santa, a fumaça obrigou a suspensão das aulas presenciais. Há uma semana, o governo do Pará proibiu o uso do fogo para abrir áreas de plantio e pastagem. Três pessoas foram multadas por provocar incêndios. Uma delas foi presa. O estado também reforçou as operações com mais de 500 agentes militares e civis. “Sabemos que combater o incêndio florestal exige muito, tanto do material humano quanto dos recursos materiais e da nossa logística. E daí a necessidade de ter essa incrementação e também essa rotatividade do efetivo”, diz o coronel Celso Piquet, comandante regional do Corpo de Bombeiros/ PA. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Governo do Pará reforça combate a incêndios florestais em Santarém com mais efetivo, viaturas e aeronave Mais de 500 agentes federais e 11 aeronaves combatem incêndios florestais no oeste do Pará